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17 janeiro, 2006

Padre Marcelo acha que games não incitam a violência

Bom, pelo menos é o que diz essa matéria no site dele (portanto ele (e Ele também) devem concordar).
O problema é que a matéria assinada por Rodrigo Herrero (blog Fuckoffzine, aparentemente abandonado), e editor do site do padre cantor, vem entretanto logo seguida de uma outra matéria dizendo que Outras atividades ajudam as crianças a se afastarem dos jogos violentos (santa contradição caro Batman). A segunda matéria entretanto é parida, ninguém se responsabiliza por ela a não ser o famoso jornalista "Da Redação", então darei mais crédito à primeira, embora acabe escrevendo mais sobre a segunda, sorry.

O ponto alto da primeira matéria, é a citação de uma pesquisa da Abrinq sobre armas de brinquedo, seguida de uma declaração do seu presidente Sinésio Arruda: “Nós tiramos de linha porque foi tanto problema na imprensa isso”. A parte de psicologia achei meio fraca porque não recorre a nenhuma fonte científica, apenas a opinião da psicóloga entrevistada.
(Para compensar recomendo o livro Brincando de Matar Monstros, do Gerard Jones, ed. Conrad)

A segunda matéria, cita uma tese do professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Carlos Brito, apresentada no Congresso de Tecnologia e Educação (embora no site Universia ela seja citada como apenas uma pesquisa, e não uma tese). A Agência FAPESP cita a sua apresentação do Congresso de Práticas Pedagógicas, e no Congresso Internacional de Educação de Recife, dessa vez como um estudo.
"A tese se chama “O universo da fantasia dos contos de fadas no cotidiano das crianças seduzidas pela virtualidade dos jogos de computador” e crê no contato com a literatura infantil para tornar as crianças mais críticas a respeito das narrativas dos jogos de ação e violência."
(Bom, até aí, qualquer pessoa com o hábito da leitura se torna mais crítica.)

No Encontro Nordestino de Estudantes de Fonoaudiologia (Enesf), também na UNICAP, a tal pesquisa parece que foi mais uma vez apresentada, de acordo com a nota do boletim da própria universidade:
"O tema foi escolhido porque as histórias infantis são importantes na criação da realidade da criança e os jogos eletrônicos “viciam tanto como álcool e drogas”, além de dificilmente trazerem conteúdo educativo. É importante para um fonoaudiólogo perceber que existem outros tipos de linguagem que podem ser trabalhadas, por isso trago este tema”, explicou Brito".
Dessa vez, até mesmo The Sims, a versão nova, "com alto teor de violência", segundo a coluna do Gilberto Dimenstein na Folha, entrou na dança.

Padre Marcelo Rossi
Crianças que se tornam viciadas em jogos eletrônicos revelam que algo não vai bem com elas, pois são impacientes, ansiosas e buscam no jogo uma satisfação que não tem dentro de si mesmas”.
Demorei pra colocar um post sobre violência, mas não pude resistir a esse :-)

Se alguem tiver acesso a esse estudo, por favor me envie porque eu gostaria muito de conhecer esse texto. Não consegui achar o texto ou sequer o email do professor na rede, apesar das diversas citações em que ele aparece.